A Respiração

Atualização Prática em RPG: A Respiração

Ph. E. Souchard

Tenho a sorte, por toda parte onde me encontro, de ver voltarem antigos fisioterapeutas-RPGistas, acompanhando pacientes, fazendo reciclagens ou formações superiores. Isto é uma grande alegria porque comprova o dinamismo do método.

Permite-me também identificar certos pontos técnicos insuficientemente integrados e chamar a atenção, inclusive dos RPGistas mais experimentados.

Assim é com a expiração «além do ponto de rigidez».

Não se trata de colocar em causa os 4 tempos expiratorios, que conservam todo o seu valor, mas de insistir sobre o fato de que o bloqueio inspiratório do tórax merece ainda mais atenção do que se pode pensar e praticar habitualmente.

  1. A rigidez dos inspiratórios não depende do volume do tórax.
  2. A rigidez se avalia pelo interrogatório, o exame morfológico, a observação da amplitude das trocas respiratórias em decúbito e pela resistência que o tórax opõe à insistência manual expiratória.
  3. Esta insistência deve exercer-se com toda a palma da mão, sobretudo na zona 1.
  4. Ela deve ser suficientemente insistente para superar o ponto de rigidez dos inspiratórios. Isto se manifesta pelo aparecimento de compensações, em particular na cintura escapular e na nuca.
  5. Os tórax mais rígidos devem beneficiar-se de manobras do diafragma e de flexibilização da ou das zonas particularmente bloqueadas (chamadas antigamente pontos de inspiração).
  6. O 2º tempo expiratório do diafragma merece frequentemente mais insistência do que se crê, em função da frequência e da importância da retração do seu sistema suspensor.
  7. Os pacientes têm frequentemente dificuldades para compreender o que significa uma expiração profunda ou para aplicar uma expiração que vá além do ponto de rigidez. Nesse caso, convém modificar o comando: « soprar profundamente » por « soprar o maior tempo possível ».
  8. A expiração paradoxal, que permite corrigir a zona 1 e alongar o sistema suspensor do diafragma, não pode inscrever-se, pelo fato mesmo de que é paradoxal, no quadro de um esquema motor. Convém portanto, segundo os casos, fixar objetivos funcionais:
    • Recifosar a zona dorsal
    • Esmagar o calço colocado debaixo da hipercifose dorsal ou debaixo da gibosidade
    • Aspirar as vértebras cervicais
    • Aspirar as vértebras lombares
    • Vir estirar os músculos do pescoço (principalmente os escalenos), o peitoral menor (braços fechados), os adutores escápulo-umerais ou úmero-torácicos (braços abertos) etc.

Em conclusão, convém estar muito atento e mais insistente do que se imagina, no que concerne as pressões manuais sobre os bloqueios inspiratórios do tórax.

Isto deve sempre ser feito segundo a regra SENTIR-FAZER-OBTER.

Espero que vocês receberão positivamente estas linhas e que as levarão em conta se necessário for.